Educar com mansidão

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “educar com mansidão”.

Não há dúvida de que uma das tarefas mais difíceis que existem é educar. São muitos os desafios que entram em jogo: o temperamento dos filhos, o ambiente em que se movem, a divergência entre pai e mãe, a capacidade dos pais de orientar em todos os âmbitos etc. Entre esses desafios, há um que é fundamental: “educar com mansidão”.

Como diretor espiritual, vejo quantos estragos acontecem com pessoas que foram alvo de uma educação na qual os pais (ou o pai ou a mãe) não souberam ter controle de suas emoções. Não é difícil imaginar as consequências de uma educação pautada pelo exagero nas broncas, por gritos excessivos, pela tirania, pelos constantes castigos etc: filhos inseguros, tensos, atrofiados sentimentalmente, com sentimento de rejeição, rebeldes, violentos etc., etc.

Pouco tempo atrás, li umas palavras de Dom Bosco que são muito interessantes nesse sentido. Como sabemos, Dom Bosco, além de santo, foi um grande educador. Ele é o fundador das escolas salesianas, que estão espalhadas pelo mundo inteiro. Em toda a sua experiência lidando com crianças, veja o que escreveu a respeito:

Sempre trabalhei com amor


Quantas vezes, meus filhinhos, no decurso de toda a minha vida, tive de me convencer desta grande verdade: é mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando-os com firmeza e suavidade.


Tomai cuidado para que ninguém vos julgue dominados por um ímpeto de violenta indignação. É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida sobre se agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mau humor. Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder.

Ponhamo-nos a seu serviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e, se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.

Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros, escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dEle a ser mansos e humildes de coração.


Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda a cólera quando precisarmos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, que a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.

Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais e conseguireis uma verdadeira correção.

Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante Ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não têm proveito algum para quem as recebe (Das Cartas de São João Bosco, Epistolário, Torino 1959, 4,201-203).

Que estas palavras de Dom Bosco sirvam para muitos pais, educadores e futuros pais, para que reflitam sobre a forma correta de educar. Na base de toda educação deve estar o amor, que se traduzirá muitas vezes na mansidão. A ira é muitas vezes santa, como a ira de Jesus diante dos vendilhões do Templo. Mas muitas vezes é sinônimo de falta de controle das paixões, do orgulho, do egoísmo de ver a sua comodidade atrapalhada.

Para sermos bons educadores, imitemos Jesus, que amou com o maior amor os homens e por isso foi manso e humilde de coração.

Uma santa semana a todos!

Padre Paulo 

http://www.fecomvirtudes.com.br/

Temperança e domínio próprio

Olá todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “virtudes cardeais: temperança”.

Nas semanas anteriores falamos sobre três virtudes cardeais: a prudência, a justiça e a fortaleza. Hoje vamos falar sobre a última delas: a temperança. Como dissemos, os gregos viram nestas virtudes a base de todas as outras. E definiram a virtude da temperança como a virtude responsável por moderar o uso do prazer lícito. Sem essa moderação o homem se perde moralmente.

De fato, ter essa moderação no prazer lícito é um desafio para nós. Quem de nós não se perde no uso dos prazeres terrenos? Quem de nós consegue ser regrado em tudo?

Como vocês já devem ter percebido, todos nós temos um mecanismo interior chamado “compensação”:
– trabalhamos, por exemplo, muito ao longo de uma manhã e, em compensação, na hora do almoço exageramos na comida;
– ficamos um dia suportando uma pessoa chata e, em compensação, ao chegar em casa no final do dia, ficamos ouvindo música ou assistindo televisão até a exaustação;
– fazemos um esforço para não comer chocolate durante a semana e, em compensação, no final de semana, comemos chocolate até não poder mais, etc, etc.

Alguém poderia perguntar: mas qual é o problema de nos perdermos no uso dos prazeres terrenos, qual é o problema de não sermos regrados em tudo, de nos deixarmos levar pelos mecanismos de compensação?

O problema é que, como todos nós sabemos, a excelência humana que todos nós buscamos, está no equilíbrio, no domínio, no senhorio das paixões humanas. A pessoa que se perde no uso dos prazeres terrenos percebe que os prazeres a estão dominando, que há algo no seu interior que não está ajustado. A pessoa que se deixa levar pelos mecanismos de compensação percebe a sua falta de domínio, de senhorio sobre as paixões. E percebe também como isso acaba prejudicando além do equilíbrio interior, outros aspectos da sua vida: a saúde, comendo muito ou bebendo muito; a atenção à família, ficando muito tempo no celular, na internet, gastando muito tempo com um hobby, com uma atividade que lhe dá muito prazer etc.

Viver a virtude da temperança não significa ser regrado no mau sentido da palavra, no sentido da pessoa certinha que nunca sai fora da linha em nada, que nunca permite o mais mínimo exagero em nada, como se não tivéssemos paixões ou como se fôssemos um robô. Não, uma pessoa normal é uma pessoa que tem paixões mas sabe usá-las de modo ordenado, sensato e equilibrado. Uma pessoa temperante, por exemplo, sabe comer ou beber na medida certa, sem que isto seja uma falta de temperança.

É importante que nos perguntemos agora:
– tenho sido uma pessoa equilibrada no uso dos prazeres terrenos (lícitos)?
– há algum prazer que está fora de lugar?
– tenho me deixado levar pelo mecanismo de compensação?
– tenho sido equilibrado: na comida, na bebida, no prazer de ouvir música, no prazer de assistir filmes, no prazer do descanso, no prazer da leitura, no prazer de falar, no uso da internet, no uso do celular, nos video games, etc, etc?

Com relação ao prazer da comida um santo dizia: Habitualmente, comes mais do que precisas. – E essa fartura… torna-te incapaz de saborear os bens sobrenaturais e entorpece o teu entendimento. Que boa virtude, mesmo para a terra, é a temperança! (S. Josemaria Escrivá, Caminho, ponto 682).

Que razão tem este santo! Se nos deixamos levar de modo desequilibrado pelos prazeres terrenos, nos tornamos pessoas incapazes de saborear os bens mais elevados. É verdade! A intemperança traz muitos males e um deles é este. E outro claríssimo é que nos torna escravos do prazer.

Peçamos a Deus que nos ajude a viver a virtude da temperança e assim encontremos esta harmonia no nosso interior que tanto desejamos.

Uma santa semana a todos!

Padre Paulo

http://www.fecomvirtudes.com.br

Vamos celebrar a Unidade Cristã

Para vivenciar a Semana de Oração pela Unidade Cristã, que acontece no período de 28 de maio até 4 de junho, a Diocese de Santo André vai realizar a Celebração Ecumênica no dia 1º de junho, quinta-feira, às 20h, no Auditório da Cúria Diocesana, com sede na Praça do Carmo, 38, no Centro de Santo André. O convite para que sacerdotes e representantes paroquiais participem é do Padre Renato da Silva Fernandez, Assessor da Equipe Ecumênica e de Diálogo Inter-Religioso Diocesano.

Fonte: Diocese de Santo André

Virtudes cardeais: a fortaleza

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “virtudes cardeais: fortaleza”.

A virtude da fortaleza é uma virtude cardeal e uma das maiores virtudes humanas. Sem ela nossa bondade é apenas aparente e não efetiva. Sem ela há muitas promessas e pouca realidade.

Sem ela:
– prometemos que chegaremos na hora, mas chegamos atrasados;
– prometemos que deixaremos de exagerar na bebida, mas continuamos exagerando;
– prometemos que vamos começar a estudar todos os dias naquela hora prevista, e nossa promessa fica no vazio;
– prometemos que seremos fiéis, mas traímos;
– prometemos que iremos à missa todos os domingos, mas esse propósito nunca se cumpre;
– prometemos que não perderemos mais tempo útil ficando ao celular, e essa promessa cai no esquecimento etc.

Como vemos, a virtude da fortaleza nos é solicitada continuamente, pois é ela que nos ajuda a viver aquilo que dizia um santo, e que sabemos que deveria ser a nossa vida: “Faz o que deves e está no que fazes”.

Uma pessoa responsável enxerga que viver é fazer em cada momento o que deveria estar fazendo e não outra coisa. Enxerga que há muitos inimigos que nos querem impedir de cumprir o nosso dever, como a preguiça, o egoísmo, o medo, a sensualidade, a vaidade, mas vê que precisa vencer esses inimigos para ser uma pessoa boa efetivamente. Vendo isso, entende que a virtude da fortaleza é uma grande aliada para alcançar essa meta.

Como dizia um autor espiritual, para sermos fortes, precisamos ter a cabeça forte, o coração forte e os braços fortes (cf. Rafael Llano, “A Fortaleza”). Falemos um pouquinho desses três pilares da fortaleza.

a) cabeça forte

A fortaleza começa pela cabeça. Uma pessoa sem princípios, sem valores profundamente arraigados, cederá diante da primeira tentação.

Assim, por exemplo, se uma pessoa não tem o valor da honestidade bem firme em sua cabeça, cederá facilmente diante de uma situação que a levará a ganhar mais dinheiro de modo desonesto. Por outro lado, uma pessoa de cabeça forte manter-se-á íntegra, qualquer que seja a tentação a que esteja submetida.

b) coração forte

A fortaleza passa também pelo coração. Uma pessoa de coração fraco cederá diante da primeira moça ou do primeiro rapaz que lhe der um pouco mais de atenção.

O coração forte mantém-se firme diante dos apelos do coração ou dos apelos da sensualidade. O coração forte também não é carente e consegue superar logo a perda de uma pessoa querida. Coração forte não significa coração frio, mas um coração que sabe controlar serenamente os seus sentimentos.

c) braço forte

A fortaleza alcança também os braços. Assim, a pessoa forte é aquela que sabe mover-se para cumprir o seu dever, como dissemos acima. E sabe também fugir de tudo aquilo que possa lhe fazer mal, que possa prejudicá-la. Assim, sabe fugir das ocasiões que a levem a ofender a Deus, a prejudicar a sua saúde, a fazer o mal ao próximo.

Como podemos crescer na fortaleza da cabeça? Lendo bons livros, lendo a Bíblia, convencendo-nos cada vez mais dos valores para sermos pessoas de princípios sólidos. Como podemos crescer na fortaleza do coração? Controlando mais os sentimentos, não deixando que eles nos dominem. Como podemos crescer na fortaleza dos braços? Cumprindo o pequeno dever de cada dia, sem dar desculpas, sem adiar.

Cresçamos na virtude da fortaleza e nossa vida se encherá de uma grande alegria. Vale a pena!!!

Uma santa semana a todos!

Padre Paulo 

http://www.fecomvirtudes.com.br

A Rádio da Família

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